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NOTÍCIAS de fevereiro a julho de 2010:

 

 

SURVIVAL INTERNATIONAL

ÍNDIOS ISOLADOS DO BRASIL: “OS ÚLTIMOS” (04)

Alguns povos indígenas isolados viram-se dramaticamente reduzidos aos seus últimos integrantes. No Brasil, são estes alguns dos mais ameaçados:

O  último de seu povo (RO):

Maloca do Índio do Buraco/J.Pessoa Habitação e pequena roça do “Homem do Buraco”, onde cultiva mandioca e outros vegetais.© J.Pessoa

Acredita-se que este homem solitário é o último sobrevivente de sua tribo, provavelmente massacrada por fazendeiros pecuaristas que ocuparam a região do rio Tanarú, no Estado de Rondônia.
Ele vive sozinho e está sempre fugindo.Não sabemos como se chama, a que povo indígena pertence ou que idioma fala. Também é conhecido como “ Índio do Buraco”, pelos grandes buracos que cava para capturar animais ou esconder-se dentro deles. O “Homem do Buraco” rechaça totalmente qualquer tipo de contato.   
 A FUNAI interditou um pedaço de floresta para sua proteção, mas este território está totalmente rodeado por criadores de gado. No final de 2009, foi perseguido sem trégua por pistoleiros em seu território . No passado, muitos fazendeiros utilizavam jagunços pagos para matar índios não contatados em Rondônia.

Os “Piripkura”(MT):

Não sabemos como se autodenomina este povo, porém seus vizinhos, os Gavião-Ikolen os chamam de “Piripkura” , ou ‘a gente borboleta”, descrevendo a maneira incessante que se deslocam pela selva. Falam uma língua Tupí-Kawahíb, uma família de línguas que é compartilhada por vários povos indígenas no Brasil

Piripkura-Foto Araquém Alcântara Homem Piripkura adormecido. Foto Araquém Alcântara ©

Os Piripkura eram cerca de 20 indivíduos quando a FUNAI os contatou pela primeira vez, na década de 80. Depois deste contato, voltaram para a floresta. Desde então, se voltou a fazer contato com apenas três membros deste povo indígena.
Em 1998, dois homens Piripkura, Mande-í e Tukan, saíram da floresta por conta própria. Um deles estava doente e foi hospitalizado. Durante o breve tempo que permaneceu no hospital falou de como no passado seu povo era numeroso e descreveu como haviam sido massacrados pelos brancos, e como ele e seu único companheiro perambularam pela floresta caçando, pescando e coletando.

Não sabemos se há outros sobreviventes Piripkura , no entanto Mande-í e Tukan estão e grave perigo e suas terras são constantemente invadidas por madeireiros ilegais, que bloqueiam seus caminhos na floresta para evitar que os índios possam caçar.
A FUNAI  promoveu uma interdição jurídica que proíbe o desenvolvimento de atividades econômicas e o acesso não-autorizado á terra dos Piripkura. Porém, se o Governo Brasileiro não atuar de modo urgente no mapeamento e ratificação legal de suas terras, os últimos sobreviventes Piripkura conhecidos poderão desaparecer para sempre.

Os Kawahíwa do rio Pardo (MT)

Pouco se sabe deste grupo indígena, mas acredita-se que pertence aos povos Kawahíwa, ou Kawahíb.  A  FUNAI estimava que eram cerca de 50 indivíduos há alguns anos, porém atualmente podem ser menos do que isto.

Acampamento abandonado-Kawahíb/rio Pardo-SURVIVAL Acampamento de índios isolados, abandonado apressadamente, rio Pardo, Brasil © Survival

Presume-se que deixaram de ter filhos porque estão constantemente fugindo de madeireiros e outros intrusos. Como estão sempre em fuga, não podem cultivar e se vêem obrigados a depender tão somente da caça e pesca.
Seu território ainda não está devidamente demarcado e, portanto, sua sobrevivência como povo corre grande risco. Sua floresta é constantemente invadida por madeireiros, muitos dos quais operam a partir de Colniza, uma das mais violentas cidades da fronteira colonizadora, em uma das regiões mais desmatadas da Amazônia, no Mato Grosso
Em um lance inesperado um promotor federal iniciou uma investigação sobre o genocídio destes Kawahíwa. Segundo as Nações Unidas, o crime de Genocídio se define como “ infligir deliberadamente a um povo condições de vida com a intenção de destruí-lo, total ou parcialmente”. As evidências sugerem que os madeireiros tem perseguido de modo deliberado aos Kawahíwa e os tem forçado a abandonar seus lugares e viver em fuga permanente.

Os Korubo do Vale do Javarí

Na fronteira entre Brasil e Peru, o Vale  do Javari é o habitat de sete povos indígenas contatados  e de uns sete grupos não-contatados, uma das maiores concentrações de povos indígenas isolados no Brasil.

Korubo-Primeiros contatos/E.Sordestron Mulher Korubo e seu filho, no Vale do Javari, à época dos primeiros contatos.© Erling Soderstrom

Um destes, os Korubo, são conhecidos na região como os “índios caceteiros”, por causa dos grandes bastões de madeira que utilizam para proteger-se.
Em 1996 a FUNAI contatou um grupo de trinta Korubo , que haviam se separado do grupo principal- que continua sem contato e que reiteradamente evita o contato com os povos circunvizinhos.
As patologias fatais contraídas através de forasteiros estão afetando aos grupos contatados em seu próprio território, e teme-se que sejam transmitidas a outros grupos, não-contatados, com conseqüências trágicas.


Campanha(em espanhol) em www.survival.es (trad.Rosa Cartagenes)


Globo Amazônia: 01/07/10

Belo Monte ameaça nove espécies de peixes raros, aponta estudo

Levantamento mapeou 819 peixes em 540 bacias hidrográficas no país. Somente na bacia do Rio Amazonas,   184 espécies raras.

Parancistrus nudiventis, uma das espécies ameaçadas na Volta Grande. (Foto: Reprodução)

A construção da usina de Belo Monte, no Pará, ameaça a existência de nove espécies de peixes raros, segundo levantamento feito por um grupo de seis pesquisadores do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da ONG Conservação Internacional (CI-Brasil).
 O alerta para o perigo às espécies na Volta Grande do Xingu, onde Belo Monte deve ser erguida, é apenas um dos resultados da pesquisa inédita, que identificou 819 espécies de peixes raros de água doce no país.
 Com base na distribuição dessas espécies foram mapeadas 540 bacias hidrográficas consideradas como áreas-chave para a conservação dos ecossistemas aquáticos brasileiros.

As espécies raras ameaçadas na Volta Grande

Aequidens michaeli

Anostomoides passionis

Astyanax dnophos

Ossubtus xinguense

Parancistrus nudiventris

Pituna xinguensis

Plesiolebias altamira

Simpsonichthys reticulatus

Teleocichla centisquama

Essas áreas-chave são lugares insubstituíveis que abrigam espécies de peixes que somente ocorrem lá e em nenhuma outra parte. Somente na Bacia do Rio Amazonas foram identificadas 124 microbacias e 184 espécies de peixes raros.
 “Na região da Volta Grande do Xingu, temos quatro áreas críticas para conservação que possuem menos de 50% de sua vegetação remanescente”, explica Thaís Pacheco Kasecker, coordenadora de serviços ecossistêmicos do programa Amazônia da CI-Brasil.

Thaís aponta que, das nove espécies em perigo no local, duas certamente se extinguiriam com a construção da usina porque vivem em lagoas temporárias que desapareceriam com a obra. 

Para as outras espécies, ainda é necessária uma avaliação de como seriam afetadas pela construção, já que, apesar de existirem em outras partes da Bacia do Xingu, alterações na altura da Volta Grande podem impedir seu ciclo de vida.
 Segundo o estudo, apenas 26% das 540 bacias hidrográficas consideradas áreas-chave são razoavelmente protegidas. As áreas críticas levantadas pelos pesquisadores em todo o país abrigam 344 espécies endêmicas, ou seja, encontradas apenas em determinada região.
 O estudo foi publicado nesta quarta-feira (30) na revista “PlosOne” e se baseia nas descobertas publicadas pelos ictiólogos brasileiros nas últimas duas décadas.

Dennis Barbosa; notícia em www.globoamazonia.com

 

SURVIVAL INTERNATIONAL/ÍNDIA : 01/07/10

Indignação diante de petição propondo separar crianças Jarawa de seus pais

A petição por arte de um deputado indiano para separar as crianças de seus pais Jarawa, povo indígena recentemente contatado das Ilhas Andaman para enviá-los à internatos tem gerado indignação mundial.

Indígenas de todo o mundo reagiram com fúria diante do traslado, que repete a tão criticada política da “Geração Roubada” da Austrália e de políticas similares adotadas na América do Norte.

Crianças Apache -Afga/Historama Crianças Apache  separadas de suas famílias para serem enviadas a uma escola dirigida por brancos. USA, século XIX
© Agfa foto-Historama

Michael Cachagee, diretor executivo da Associação Nacional de Sobreviventes de Internatos do Canadá (NRSSS, por sua sigla em inglês), declarou: “A NRSSS não consegue conceber que alguma nação no mundo atual possa considerar internar seus cidadãos, especialmente crianças em um “internato”, dada a horrenda história associada a este tipo de escolas no Canadá e em outras partes do mundo”.

Crianças Apache-Agfa/Historama Crianças Apache após a separação de suas famílias, em uma escola dirigida por brancos, USA, século XIX
© Agfa foto-Historama

Do Brasil, o líder Yanomami Davi Kopenawa expressou: “Este é um plano mau. A selva é o lar dos Jarawa.Estão em sua própria terra.Têm suas próprias tradições e sua própria cultura. Se o Governo pega suas crianças e os mete em uma escola, perderão sua cultura.Se os obrigarem a viver na cidade, será um crime”.
O deputado Bishnu Pada Ray quer “desmamar” as crianças Jarawa separando-os de sua comunidade para “assimilá-los drasticamente à cultura majoritária”.
Este  mês proporá à Autoridade Indiana de  Desenvolvimento das Ilhas que “se tomem medidas rápidas e drásticas para assimilar os Jarawa às características da cultura majoritária”. Descreve os Jarawa como se estivessem em “um estado de desenvolvimento primitivo” e “estancados em um tempo intermediário entre a Idade da Pedra e a Idade do Ferro”.
Atualmente se reconhece que iniciativas similares adotadas nos Estados Unidos, Canadá e Austrália foram desastrosas e que deixaram centenas de milhares de indivíduos indígenas traumatizados.
O deputado Ray também solicita que se suspendam as restrições a projetos de desenvolvimento na reserva dos Jarawa, para que se possa melhorar o estado de uma rodovia ilegal que atravessa a reserva e  construir uma estrada de ferro. O Tribunal Supremo da Índia ordenou em 2002 que a rodovia existente nas Andaman deveria ser fechada para proteger aos Jarawa, porém esta permanece aberta .
Stephen Corry, diretor da Survival, declarou hoje: “Estas escandalosas propostas supõe o  desprezo tanto dos direitos dos povos indígenas quanto dos critérios da ONU para sua proteção. Qualquer tentativa de forçar os Jarawa a abandonar seu modo de vida, simplesmente os destruirá.”
Leia as propostas completas do deputado das Andaman sobre os Jarawa (em inglês).
Nota aos editores: para mais informações sobre o impacto devastador do desenvolvimento forçado sobre os povos indígenas, leia o revolucionário informe da Survival O progresso pode matar .


Notícia (em espanhol) em www.survival.es (trad.Rosa Cartagenes)

 

Instituto Humanitas-Unisinos: 28/06/10

Paz de Cemitério no Xingú

"A eletricidade gerada nas hidrelétricas não é "limpa" porque os lagos resultantes são fábricas contínuas de metano", cconstata Rodolfo Salm , PhD em Ciências Ambientais pela Universidade de East Anglia, professor da Universidade Federal do Pará e integrante do Painel de Especialistas para a Avaliação Independente dos Estudos de Impacto Ambiental de Belo Monte, em artigo publ spnezjzg. canada goose montrealicado no jornal Valor, 28-06-2010.

Acesse o artigo completo em www.ihu.unisinos.br

 

CIMI/MS: 28/06/10

A morte no caminho da cana, por Egon Heck

Carlitos liga com voz embargada e indignada: "Mataram meu neto e jogaram que nem cachorro! Calma, Carlitos, deixa entender o que aconteceu!”
"Meu neto Julio, de 16 anos, foi praticamente roubado para ser levado pelo cabeçante (o responsável por arregimentar um grupo de trabalhadores) para ir cortar cana. Ele foi com o documento do tio dele. Isso foi sábado de noite. Na madrugada recebi uma ligação do cabeçante dizendo que algo muito ruim tinha acontecido: meu neto Julio havia se jogado do ônibus e morrido. O corpo dele foi levado para Nioaque e depois para a terra indígena de Caarapó. Depois só chegou o corpo aqui para nós enterrarmos. Não deram explicação nenhuma. Isso não pode ficar assim. Morreu que nem um animal...".
Diante da narrativa e insistente pedido de ajuda, vi, pois, que queria saber a verdade. Disse não acreditar que seu neto tivesse se jogado da janela do banheiro do ônibus que levava indígenas para trabalhar no corte de cana na usina Santa Olinda, distrito de Quebra Coco, município de Sidrolândia. Falou que o atestado de óbito constata isso, mas que ele achava impossível.
Depois de tentar saber um pouco mais de detalhes, senti que ele estava inconformado, buscando ajuda para elucidar mais um crime dentre os inúmeros que continuarão muito provavelmente encobertos pela branca fumaça das usinas e o espesso véu da impunidade nos caminhos dos canaviais. Falei que iria comunicar ao nosso advogado, em quem a comunidade tem toda confiança, para que os ajudasse a ver que passos deveriam ser tomados no caso. Sugeri ainda que uma ajuda imediata poderia ser dada pelo Ministério Público Federal e, quem sabe, pela própria Funai.
A morte, alegadamente suicídio, de Julio Gonçalves Rocha, Kaiowá Guarani, 16 anos, filho de Arnaldo Gonçalves Rocha e Macilene Benites, moradores na aldeia do Passo Piraju, talvez venha apenas engrossar a estatística de uma morte por homicídio, suicídio ou assassinato por semana.
A cana não me engana
Esse foi o nome de um seminário promovido pelos movimentos sociais em Campo Grande, há poucos anos, diante da euforia do expansionismo da indústria sucroalcooleira no Mato Grosso do Sul e no Brasil. Anunciava-se entusiasticamente o céu do desenvolvimento sem sequer passar pelo purgatório.
O doce carro-chefe do etanol tinha na direção o governador do estado e, como entusiasta-agenciador, o próprio presidente da República. Falava-se nas 60 usinas que estariam explodindo em meio ao verde mar da cana. Era a festa excitada do grande capital multinacional.
Pequenos obstáculos, como a demarcação das terras dos Kaiowá Guarani, em cujas terras tradicionais várias dessas usinas estavam se implantando, não representavam maiores preocupações, pois o próprio governo do estado e os poderosos tentáculos do agronegócio cuidariam disso.
Além disso, já se previa o fim anunciado do extenuante e semi-escravo trabalho do plantio e corte da cana por indígenas, nordestinos e caboclos da região. Potentes máquinas, cada uma dispensando de 80 a 100 trabalhadores, entrariam em campo para fazer o seu gol, aplaudidas pelos "heróicos" senhores do agronegócio.
Tudo indicava um céu de brigadeiro. Finalmente o Mato Grosso do Sul estaria no rumo do desenvolvimento. À beira das estradas, nos canaviais e nas aldeias continuam sendo plantadas as cruzes de Julio, de João e Maria. É o preço amargo do açúcar e do etanol.

Egon Heck é Coordenador do CIMI no Mato Grosso do Sul: denúncia em www.cimi.org.br

 

Globo Amazônia/Globo Rural: 24/06/10

Indígenas de Mato Grosso protestam contra hidrelétricas no oeste do estado (Enawenê-Nawê)

Povos querem maior compensação financeira e indenização permanente. Funai propôs realizar um novo estudo de impacto ambiental na região.

Povos indígenas do Mato Grosso protestaram nesta quarta-feira (23) contra a construção de oito usinas hidrelétricas na bacia do Rio Juruena, no oeste do estado.
 Os índios pedem maior compensação financeira pelo prejuízo causado na tribo. Também querem uma indenização permanente pela instalação das oito usinas, das quais 6 já estão em construção.
 “Temos um processo de compensação em andamento com eles em oito usinas no valor de R$ 6 milhões. Agora, querem uma nova negociação”, diz Frederico Muller, diretor de Gestão Ambiental do Grupo Juruena, responsável pela construção das usinas.
 Diante da situação, a Fundação Nacional do Índio (Funai) propôs realizar um novo estudo para reavaliar o valor da compensação financeira. “O estudo só pode ser iniciado e finalizado no segundo semestre", disse o representante da Funai, Jaime Siqueira, durante o encontro.
Diferente da Funai, os indígenas preferem que o aumento na compensação financeira antes mesmo que seja feito um novo estudo de impacto ambiental. Segundo os indígneas, o Rio Juruena ficou sujo e sem peixes após o início das obras. “Para nós, está ruim", disse o líder indígena Xiwiro Enawene Nawe.

Notícia do Globo Rural em www.globoamazonia.com

 

GloboAmazônia: 24/06/10

ONG em Rondônia é suspeita de desviar R$ 2,1 mi de recursos de saúde indígena

Fraude foi descoberta por operação da Polícia Federal em Ji-Paraná. Justiça expediu cinco mandados de prisão temporária no município.

A Polícia Federal de Ji-Paraná, em Rondônia, deflagrou na manhã desta quinta-feira (24) operação que identificou um esquema criado pela ONG Associação de Deficientes Físicos da Amazônia Legal (Asdefal), suspeita de desviar recursos públicos federais que deveriam ser usados no atendimento de saúde a indígenas.  
Segundo análise feita pela Polícia Federal, ao menos R$ 2,1 milhões foram desviados de um repasse de R$ 23 milhões. Os recursos eram enviados para a ONG, com sede em Ji-Paraná, pelo Ministério da Saúde por meio da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), de acordo com os policiais. Também houve evidências de repasses de recursos via municípios com população indígena.
 De acordo com o delegado responsável pela operação, Luciano Midlej Joaquim Patury, quatro pessoas foram presas nesta quinta-feira. Entre elas estão o presidente da Asdefal, o coordenador regional da Funasa, um vereador de Ji-Paraná e um auditor fiscal da Secretaria de Finanças do município.
 Os policiais cumprem cinco mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça Federal de Ji-Paraná e mais 16 mandados de busca a apreensão nas cidades de Ji-Paraná, Cacoal e Porto Velho. 
A operação constatou que a ONG não tinha estrutura para prestar serviço de atendimento médico a indígenas nem para administrar a quantia repassada pelos convênios. Segundo a Polícia Federal, os documentos obtidos na operação evidenciaram fraudes como sobrepreço na compra de medicamentos e locação irregular de veículos.
Chamada de Operação Borduna, a ação da Polícia Federal no município contou com o apoio do Ministério Público Federal e da Controladoria Geral da União. Procurada pelo Globo Amazônia, a Asdefal permanecia fechada nesta quinta-feira.

Notícia em www.globoamazonia.com

 

SURVIVAL INTERNATIONAL : ÍNDIOS ISOLADOS DO BRASIL(03)

“Eles não são desconhecidos”

Em todo mundo existem povos  que decidiram permanecer  afastados da sociedade nacional ou de outros povos.

Isto não significam que permaneçam  totalmente “desconhecidos” ou “inalterados”. A maioria deles s é de alguma forma identificada, ainda que permaneçam isolados, e todos se adaptam de forma constante às circunstâncias dinâmicas que implicam em sua sobrevivência.

Jurureí Isolados-Rogério Vargas Mulher indígena Jurureí não-contatada, na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau (RO)- Brasil
© Rogerio Vargas

Muitos deles mantêm contatos ocasionais, por vezes hostís, com povos indígenas vizinhos. Eles são conscientes de que outras sociedades existem ao seu redor.
Grupos indígenas vizinhos e o órgão indigenista governamental do Brasil, a FUNAI, muitas vezes conhecem a localização aproximada destes povos.
Desde 1987 a FUNAI dispõe de um departamento dedicado aos índios isolados, cuja política é materializar o contato apenas em casos  onde sua sobrevivência esteja em perigo iminente. Caso contrário, nenhum tipo de contato é tentado. Em lugar disto, a FUNAI trata de demarcar e proteger suas terras dos invasores, instalando postos de proteção.
Os povos indígenas isolados devem ter o direito de decidir viver em isolamento ou não. Porém, para o exercício deste direito, necessitam de tempo e espaço geográfico. Só sobreviverão em suas terras, nas quais têm direito à proteção segundo determina a Constituição Federal e a legislação internacional. Eles devem viver em paz, livres do medo do extermínio e de contatos desastrosos.
O contato deveria ocorrer somente quando e onde os povos indígenas isolados decidam, e que estejam preparados para ele.

Campanha(em inglês) em www.survivalinternational.org (trad. Rosa Cartagenes)

 

Rondonoticias : 25/06/10

Operação Arco de Fogo II: 10 mil metros cúbicos de madeira apreendidos em Rondônia

Entre março e junho de 2010 a Operação Arco de Fogo II, apreendeu 2.245,26 m3 de madeira serrada, 7.680,60 m3 de madeira em toras o que gerou um montante de R$ 7.705.996,91 em autuações.
Esta ação tem sua base operativa na cidade de Ariquemes situada a aproximadamente 200 km da capital Porto Velho.  Nesta etapa da operação, as atividades focaram as cidades de Cujubim e Alto Paraíso que são dois locais críticos quanto à extração de madeira ilegal.  Foram parceiros operação, o Ibama, Polícia Federal, Força Nacional e o Batalhão da Polícia ambiental.
A operação teve como objetivo coibir os ilícitos ambientais relativos à exploração, industrialização e transporte de produtos e subprodutos florestais, atuando prioritariamente na inspeção de empreendimentos madeireiros.
Neste período foram inspecionados 105 empreendimentos dos quais 40 sofreram autuação e destes 4 foram lacrados e embargados, 39 inexistiam, 3 não foram localizados, 7 estavam paralisados e 2 desativados, apenas 14 empreendimentos não foram autuados.  Além disso, foram lavrados 103 autos por insuficiente de saldo e/ou transporte sem Documento de Origem Florestal – DOC e emitidos 55 Termos de Apreensão.
Nas palavras do superintendente do Ibama-RO, “a coibição dos ilícitos florestais valoriza enormemente as empresas que trabalham sério e força um aperfeiçoamento profissional do setor madeireiro, o que traz benefícios para toda a sociedade brasileira”.

Notícia em www.rondonoticias.com.br

 

Agência Pará : 25/06/10

Adaptação às mudanças climáticas gera expectativas entre pesquisadores

Principal tema discutido pelas Nações Unidas (ONU) em 2009, as mudanças climáticas levantam expectativas e iniciativas de pesquisadores e instituições governamentais em desenvolver formas de adaptação às condições futuras do clima.  Na última terça-feira (22), profissionais de diversas áreas discutiram alternativas tecnológicas e de adaptação de espécies da fauna e flora amazônica às alterações climáticas no workshop "Adaptação a mudanças climáticas: troca de saberes entre a pesquisa, extensão e produtores".
Na Amazônia brasileira, o workshop foi o primeiro passo para começar a se definir quais espécies poderiam ser estudadas quanto à adaptação climática.  O cacau, o açaí, o pirarucu e a pescada amarela foram indicados pelos participantes para serem os primeiros da região a estar na metodologia trabalhada, a modelagem de espécies.  Outros vegetais, como o pau-rosa e o pau-cravo, foram lembrados por Hugo Freitas, do Museu Paraense Emílio Goeldi (Mpeg), por estar em risco de extinção.
Um dos exemplos em que foi adotada a modelagem é a batata (Solamum tuberosum).  De acordo com Raul Ramos, do Instituto Nacional Autônomo de Pesquisas Agropecuárias (Iniap), o tubérculo apresenta uma tendência de desaparecimento até 2050, na região da micro-bacia do rio Chimborazo, localizado no Equador.
A modelagem pode servir para a elaboração de mapas de distribuição das espécies, reconhecimento das variáveis ambientais e predominância animais e vegetais a partir das variações de temperatura.  Os participantes falaram, ainda, do setor agroflorestal e das mudanças nos calendários produtivos de algumas culturas como forma de adaptação.
O evento foi organizado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Consórcio Iniciativa Amazônica (Icraf), Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará e pela Agência Alemã de Cooperação Técnica (GTZ), entre outros.

Notícia em www.agenciapara.com.br


SURVIVAL INTERNATIONAL: 25/06/10

Filme retratando situação Guaraní  ganha prêmio internacional

Guaraní capa Terra Vermelha filme-Survival O filme “Terra Vermelha”("La Terra Degli Uomini Rossi"/"Birdwatchers") destaca a situação crítica dos índios Guarani Kaiowá no Brasil
© Hippenmeyer Marie

O filme ítalo-brasileiro,”Terra Vermelha”(“La Terra Degli Uomini Rossi”/ “Birdwatchers”)  que destaca a situação dos Guaraní Kaiowá no Brasil , ganhou o prestigiado prêmio One World Media Award . O júri afirmou que “foi unânime na votação do vencedor deste filme cativante e muito bem feito”. O filme também recebeu excelentes críticas quando de sua estréia no Festival de Veneza, em 2008.
“Terra Vermelha” mostra como  a terra dos  Guaraní está sendo destruída para produzir biocombustíveis para veículos, através de um  envolvimento afetivo entre a filha de um rico proprietário de terras e um jovem aprendiz de xamã Guarani .
Expulsos de suas terras e padecendo terríveis condições de vida , como as de muitos Guaraní  na vida real , a comunidade Guaraní no filme resolve retomar sua terra de um fazendeiro que a ocupou. Essa tentativa desencadeia violenta repressão.
Duzentos e trinta indígenas Guarani , que nunca antes haviam atuado foram envolvidos na realização do filme, escrito e dirigido pelo cineasta chileno-italiano Marco Bechis .
O ator Guaraní Ambrósio Ilhava afirmou que espera que o filme resulte no reconhecimento legal das terras dos Guaranií : "Esta é minha maior esperança: terra e justiça ".

A Survival International criou um fundo em associação com o filme , para apoiar os Guaraní na defesa de seus direitos, terras e futuro.
Os Guaraní Kaiowá vivem no estado brasileiro de Mato Grosso do Sul. Eles perderam a maior parte de suas terras para criadores de gado e produtores de cana-de-açúcar e soja, muitas vezes através de despejos brutais. Muitos Guaraní são forçados a viver em minúsculas reservas superpovadas ou em acampamentos ao lado das rodovias, onde não dispõe de alimentação suficiente ou água potável. Padecem de altíssimos índices de suicídio, desnutrição, prisões arbitrárias e alcoolismo, e são frequentemente alvejados e mortos por pistoleiros , contratados pelos latifundiários que ocupam suas terras.
Um relatório enviado pela Survival International para as Nações Unidas no começo deste ano condenou a situação dos Guaraní e apelou ao Governo Brasileiro para mapear e proteger suas terras ancestrais como matéria urgentíssima.


Notícia (em inglês) em www.survivalinternational.org (trad.Rosa Cartagenes)

Confira a crítica nacional no G1-Globo

Assista ao trailler do filme no “You Tube”:
http://www.youtube.com/watch?v=sYGvaY2_15k

 

Amazonia.org.br : 25/06/10

Riqueza da cultura indígena do Xingu é retratada em mostra fotográfica

"Ninguém ignora o que se passa com o índio.  Mas, para mostrar seu drama, não é necessário expor só a degradação, a decadência.  É igualmente importante deixar patente o quanto ele foi belo, digno e forte, e a grandeza do que está sendo destruído".

Expo Xingú-Maureen Basilliat Interior de oca com tora decorada, no parque Indígena do Xingu, norte do Mato Grosso, em 1975-foto Maureen Basilliat/Instituto Moreira Salles

As palavras são do sertanista, estudioso e defensor de comunidades indígenas da região amazônica do rio Xingu, Orlando Villas Bôas.  Mas, a tradução desse pensamento em imagens é resultado de um dos trabalhos da talentosa fotógrafa inglesa, Maureen Bisilliat, que, em parte de uma carreira interessada em retratar a diversidade da população brasileira, registrou o cotidiano de arte, luta e festa de alguns dos índios da Amazônia.
A convite do próprio Orlando, que havia se impressionado com a capacidade da artista para extrair poesia de cenas do sertão brasileiro, com inspiração na obra literária de Guimarães Rosa, Maureen, de início, deveria fazer uma única visita ao Xingu, em 1973.
No entanto, a fotógrafa diz ter logo percebido que aquele era o início de uma aventura longa, que daria origem a um projeto, embora esboçado em preto e branco, formado por imagens predominantemente coloridas porque, segundo ela, no Xingu, "a cor tem seu apelo".
Assim, entre os anos de 1973 e 1977, Maureen, auxiliada por Orlando e seu irmão Cláudio Villas Bôas, também sertanista, que viviam respectivamente no Ato e no Baixo Xingu, captou com sua lente o modo de vida nas aldeias locais.  As visitas à região foram feitas entre os meses de junho e julho, quando a luz era mais intensa e contribuía com a preferência da fotógrafa por fazer a maioria das imagens, usando a iluminação natural que entrava pela abertura das ocas.

Indagada sobre o método usado para transmitir a naturalidade da expressão dos índios nas cenas fotografadas, a artista diz que é importante saber como se "entrosar, sem estorvar".  O resultado desse trabalho pode ser visto na exposição Maureen Bisilliat: fotografias, que acontece até dia 04 de julho, na Galeria de Arte do Sesi-SP.

Acesse o comentário completo de Fabíola Munhoz em www.amazonia.org.br

Confira pessoalmente:
Maureen Bisilliat: fotografias
Local: Galeria de Arte do Sesi-SP - Av.  Paulista, 1313 - metrô Trianon-Masp
Horários de visitação: segunda-feira, das 11h às 20h; de terça-feira a sábado, das 10h às 20h; e domingo, das 10h às 19h.
Informações:               (11) 3146-7405        / 3146-7406 / www.sesisp.org.br/centrocultural
A entrada é franca.

 

O Estado De São Paulo/EFE : 24/06/10

Indonésia encontra grupo indígena desconhecido


Efe/JACARTA- A Indonésia descobriu uma nova tribo indígena nas remotas selvas de Papua, um grupo nômade de quase três mil indivíduos que vive em árvores, não usa roupas e pratica a caça para sobreviver, informou nesta quinta-feira, 24, a imprensa local.
O grupo foi encontrado durante a realização do Censo Nacional, graças à mediação de um grupo de missionários evangelistas que haviam tido contato casualmente com os indivíduos em uma região montanhosa e supostamente desabitada.
"Vivem nus, nas árvores. Se alimentam de folhas e carne de animais selvagens da floresta", explicou Suntono, chefe do Centro Nacional de Estatística (BPS) em Papua, após confirmar a existência de 2.868 pessoas pertencentes a esta nova tribo.
Para obter a informação demográfica dos indivíduos, os funcionários do Censo tiveram que recorrer aos missionários, que se comunicam com os indígenas através de um código de sinais.
Papua, no extremo oriental da Indonésia, é uma região muito montanhosa e de difícil acesso na qual habitam mais de 290 grupos tribais, cada um com um idioma diferente.
Esta não é a primeira informação surpreendente descoberta pelo Censo Nacional indonésio, que recentemente assegurou ter encontrado uma mulher de 145 anos, 31 a mais que a pessoa com maior idade comprovada no mundo, no norte da ilha de Sumatra.

Notícia em www.estadao.com.br

 

ADITAL-PERÚ: 23/06/10

Organizações indígenas reagem contra observações à Lei de Consulta Prévia

Na segunda-feira (21), último dia de prazo, o Poder Executivo fez observações e devolveu para o Congresso Nacional do Peru a Lei de Consulta Prévia. A atitude foi vista pelos povos indígenas como uma afronta, já que eles esperavam há mais de um mês pela promulgação. Em virtude deste posicionamento, manifestações encabeçadas pelos povos indígenas estão sendo realizadas e devem continuar a acontecer em todo o país.
A observação à lei afirma que o tema de "consentimento" a que as comunidades e o Estado têm que chegar implica em um veto e dessa forma a República perderia seu caráter soberano e unitário. No entanto, a par dessa observação, os indígenas esclareceram que não buscam o direito de veto, apenas exigem a implantação do diálogo para que se chegue a um acordo em temas relacionados com suas terras.
Mario Palacios, presidente da Confederação Nacional de Comunidades Afetadas pela Mineração (Conacami), alertou que esta atitude do Poder Executivo pode provocar novas mobilizações, como as ocorridas em Bagua, há pouco mais de um ano.
"Isto trará reações das organizações indígenas que esperavam a norma (...) Sempre o governo esperou fatos lamentáveis como os de Bagua para começar a responder (...) talvez García esteja esperando acontecimentos como estes para atender a necessidade de aprovar a consulta prévia", alertou Palacios.
Em entrevista à CNR, o porta-voz dos povos indígenas afirmou que nada mudou, já que o presidente peruano Alan Garcia segue demonstrando "profundo racismo e discriminação" para com os povos originários e continua os considerando como "cidadãos de segunda categoria".
Segundo a imprensa local, os líderes indígenas se reunirão para definir quais medidas devem adotar nos próximos dias para fazer frente à decisão de Alan Garcia. A única certeza é que novas mobilizações serão realizadas no país para mostrar a insatisfação com a falta de vontade política de promulgar a Lei e com o desrespeito ao direito dos povos indígenas de decidir seu futuro.

Com o passar do tempo, a resolução do caso se torna mais complicada e tende a ser jogada para agosto. Isto, porque a legislatura do Congresso termina nesta semana. Dessa forma, a resolução das observações pelo Executivo deverá ser adiada, protelando por mais tempo a promulgação da Lei de Consulta Prévia.

Natasha Pitts; notícia em www.adital.org.br

ADITAL: 23/06/10

Impunidade e prescrição de crimes são características da justiça do Pará

Ao senso comum é fácil entender que as palavras justiça e impunidade não podem andar juntas, já que apresentam significados contrários. Porém, é a impunidade que vem reinando, há anos, nos salões da Justiça do estado do Pará, no Norte do Brasil. Em virtude da morosidade do sistema judiciário, muitos crimes de morte, conseqüentes da disputa por terra na região, passam anos sem julgamento.
Um dos exemplos é o da morte do lavrador Belchior Martins da Costa, em março de 1982, por disputa de terra. De acordo com relatos da época, o corpo do trabalhador foi encontrado em sua lavoura de arroz, com 140 tiros. Mesmo com tamanha violência, a polícia não realizou nenhuma perícia.
Agora, depois de quase trinta anos do assassinato é que o Juiz da Comarca de Rio Maria, Dr. Roberto Cezar Oliveira Monteiro, marcou o julgamento de um dos acusados, José Herzog, para amanhã (24). O principal mandante do crime, o fazendeiro Valter Valente, que hoje tem aproximadamente, 80 anos de idade, não será submetido a julgamento.
Transcorrido tantos anos, é pouco provável que haja condenação. "Trata-se de apenas mais um crime do campo que ficará na mais absoluta impunidade, pois a Justiça paraense deixou transcorrer 28 anos para finalmente realizar o julgamento, quando é pouquíssimo provável se obter uma condenação. (...) Isso mostra que este julgamento consiste num jogo de cartas marcadas, cujo resultado certo será a impunidade", conclui a Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Diante deste quadro, o Comitê Rio Maria e a Comissão Pastoral da Terra decidiram que os advogados da CPT não participarão desse julgamento como Assistentes de Acusação.
Outro caso envolve o fazendeiro Geraldo de Oliveira Braga, mandante do assassinato de Braz Antônio de Oliveira, diretor do STR de Rio Maria, e de seu companheiro Ronan Rafael Ventura, em abril de 1990, por uma máfia contratada. "Após 19 anos de tramitação e morosidade da Justiça, finalmente em 16.02.2009, o Supremo Tribunal Federal declarou a prescrição do crime com relação ao mandante Geraldo de Oliveira Braga, fazendeiro de Minas Gerais, hoje com 74 anos de idade", informou a CPT.
O processo que tramita na Comarca de Rio Maria com relação aos executores do crime de Braz e Ronan, teve o andamento e o curso da prescrição suspensos no mês passado, até a captura ou o comparecimento espontâneo dos acusados, o que provavelmente, nunca acontecerá.
"Será que a Justiça do Pará mudou após a condenação de dois fazendeiros mandantes da morte da Irmã Dorothy? Obviamente que não. É importante destacar que todos esses casos recentes de impunidade são apenas a ponta do iceberg. Quantos processos de vitimas pobres ainda estão engavetados?
A responsabilidade do Tribunal de Justiça do Pará por tão graves impunidades continua sendo uma vergonha. E a violência continua", declara a Comissão Pastoral da Terra.
Por causa da morosidade e gravíssimos erros da Justiça do Pará, fazendeiros mandantes de assassinatos de trabalhadores rurais no Sul do Pará não serão julgados, beneficiando-se da prescrição dos crimes.

Tatiana Félix; notícia em www.adital.org.br

 

Movimento Xingú Vivo Prá Sempre: 23/06/10

Nota sobre a visita de Lula ao Pará

Surdo, Cego e Displicente

 

Povo de Altamira tenta diálogo-Movimento Xingú Vivo Prá Sempre O povo tenta o diálogo com as forças policiais na visita de Lula a Altamira.Com o Presdente, parece impossível- foto Movimento Xingú Vivo Prá Sempre

Um forte aparato de repressão, composto pela Força Nacional, pela Tropa de Choque e pela polícia militar, impediu que o protesto de cerca de 400 ribeirinhos, pequenos agricultores, estudantes e professores contra a hidrelétrica de Belo Monte chegasse ao presidente Lula esta semana, em Altamira (PA).
 
O representante do governo federal, Geraldo Magela (colaborador do ministro Luis Dulci, da Secretaria Geral da Presidência), esteve à frente das forças policiais que bloquearam o acesso dos manifestantes ao Estádio onde Lula falou à população. Lideranças sociais foram fichadas, houve revista pessoal e apreensão de faixas ou qualquer material contrário a Belo Monte.
 
Não bastasse serem impedidos de levar suas demandas ao presidente, os ameaçados pela usina foram publicamente humilhados, chamados de meninos, ignorantes. Procurando comparar-se a eles, Lula afirmou que, em sua juventude, acreditou em disparates como terremotos, mudança do clima ou do eixo do planeta, causados pela hidrelétrica de Itaipu. “Se eles [os manifestantes] tivessem paciência para ouvir”, disse Lula... Se ele tivesse essa paciência, saberia que os medos da população do Xingu não são fanatsiosos. São medos reais de quem está ameaçado pela destruição de seu lar, de seu modo de vida, de suas fontes de sobrevivência, e de toda a imensurável beleza que faz a vida valer a pena no Xingu.
 
Cegado pela displicência, o presidente não viu que os rostos dos que tentaram se fazer ouvir eram morenos, brancos, negros, vincados e queimados de sol, e suados com o calor que tanto o incomodou. Não eram “gringos”, como disse Lula na sua próxima parada, em Marabá.

“Nós precisamos mostrar ao mundo que ninguém mais do que nós quer cuidar da nossa floresta”, disse Lula. Nós? O governo, que faz as obras que destroem e atraem a destruição das matas? Não, somos nós os que sabemos cuidar da floresta, aqueles que estamos tentando nos fazer ouvir desesperadamente. Somos os que historicamente cuidamos da natureza, porque ela é tudo que temos.
 
Lula falou em R$    4 bilhões “para cuidar do povo ribeirinho”. Isto deve nos alegrar? Deve pagar a destruição de nossas vidas, e das vidas das futuras gerações? Devemos comemorar e nos calar?
 
Esta semana no Pará, houve espaço para uma só voz, arrogante, displicente e prepotente. Lula, o governo federal e o governo estadual, que até hoje não se dignaram a ouvir os apelos dos ameaçados por Belo Monte, novamente ignoraram e deram as costas aos ribeirinhos, agricultores e moradores das palafitas de Altamira, e aos seus medos e sonhos. Novamente, a despeito da expectativa e da ansiedade de serem ouvidos, estes cidadões tiveram a porta batida em suas caras.
 
Altamira, 23 de junho de 2010.
 

Movimento Xingu Vivo para Sempre, Via Campesina (MAB, CIMI, CPT, PJR, FEAB, ABEEF), MMCC, UJS, Consulta Popular, DA-UFPA, PJ, SINTEPP, Movimento Negro - CFNTX, Pastoral da Criança, Forum Popular, SOS Vida.

Nota dos movimentos sociais contrários à construção de Belo Monte em: http://xingu-vivo.blogspot.com/

 

G1-Globo: 22/06/10

No Pará, Lula critica ‘gringos' que protestam contra usina de Belo Monte

Ele voltou a defender construção de hidrelétrica em evento em Marabá. 'Precisamos mostrar que sabemos cuidar da nossa floresta', disse.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender na tarde desta segunda-feira (22), em Marabá (PA), a construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu. Durante cerimônia de início da terraplanagem da usina siderúrgica Aços Laminados do Pará, Lula criticou a participação de estrangeiros em protestos contra a hidrelétrica e a tentativa de interferência deles em decisões que envolvem a floresta Amazônica.
“De vez em quando vem um gringo dar palpite sobre o Brasil. Precisamos mostrar ao mundo que ninguém mais do que nós quer cuidar da nossa floresta. Mas ela é nossa. E que gringo nenhum meta o nariz onde não é chamado, porque saberemos cuidar das nossas florestas e do nosso desenvolvimento”, disse.
Em abril o diretor do filme “Avatar”, James Cameron, veio ao país participar de protestos contra Belo Monte . Na ocasião, o cineasta, nascido no Canadá e que mora nos Estados Unidos, disse que a usina de Belo Monte “não é um problema só do Brasil”.
Ele afirmou que iria pedir apoio de congressistas norte-americanos na luta contra o projeto. “Esta não é uma questão só do Brasil, mas do mundo todo. Vou para Washington para conversar com senadores”, disse.
Ainda durante o discurso em Marabá, Lula ressaltou que foram destinados R$ 4 bilhões no projeto da hidrelétrica para preservação ambiental na região do Rio Xingu e compensações à população ribeirinha.
O presidente fez um discurso curto, de seis minutos, e mostrou desconforto com o calor. “Antigamente, se fosse outro governo, o presidente não faria o anúncio debaixo de uma tenda de lona. Está um pouco melhor do que a tenda dos sem terra, mas mesmo assim está muito quente. Nem eu estou aguentando isso aqui”, disse.
Mais cedo nesta terça, em Altamira (PA), Lula participou de um ato em apoio a Belo Monte . Durante o evento, ele afirmou que a construção da usina levará em conta os aspectos ambientais e gerará empregos para a região. “Vamos utilizar energia limpa e preservar o meio ambiente. É meu compromisso”, afirmou.
A hidrelétrica de Belo Monte é alvo de contestação dos movimentos sociais e de ambientalistas. Ambos alegam que os lagos da represa da hidrelétrica vão inundar 30 terras indígenas legais e afetarão um terço do município de Altamira.

Nathália Passarinho; notícia em www.g1.globo.com

 

G1-Globo: 22/06/10

Em ato no Pará, Lula defende construção de Belo Monte

Ato Pró Belo Monte-G1/Globo

Presidente Lula e a governadora Ana Júlia se encontraram com líderanças indígenas durante visita ao estado do Pará (Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (22), em Altamira, no Pará, a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. Segundo Lula, a construção levará em conta os aspectos ambientais e gerará empregos para a região. “Vamos utilizar energia limpa e preservar o meio ambiente. É meu compromisso”, afirmou.
O presidente participou do "Ato por Belo Monte e pelo desenvolvimento da região do Xingu". Organizado pela governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), o evento contou com a participação de lideranças locais. Para evitar protestos, o evento foi realizado no estádio Bandeirão.
A hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, é alvo de contestação dos movimentos sociais e de ambientalistas. Ambos alegam que os lagos da represa da hidrelétrica vão inundar 30 terras indígenas legais e afetarão um terço do município de Altamira.
Em relação aos jovens que realizaram protestos em Altamira contra a construção da usina, Lula recomendou paciência. “Se tivessem paciência de ouvir, aprenderiam o que eu já aprendi. Quando eu tinha a idade deles, eu ia para o Paraná participar de manifestações contra a construção de Itaipu”, disse.
“Naquele tempo diziam que Itaipu inundaria a Argentina, que chegou a ameaçar o Brasil com a construção de uma bomba atômica. Por falta de informação diziam que o lago de Itaipu iria provocar terremoto e mudar o clima da região. É por essas fantasias construídas que a gente não pode ter medo de debater”, completou o presidente.
No discurso, Lula disse que na construção de Belo Monte não serão repetidos os erros cometidos nas construções das usinas de Balbina e Tucuruí, que tiveram alto impacto ambiental. “Nunca mais vamos querer uma hidrelétrica que cometa o crime de insanidade que foi [a hidrelétrica de] Balbina, no estado do Amazonas. Não queremos repetir Tucuruí. Queremos fazer uma coisa nova”, disse.
Lula disse que se pudesse dar um conselho aos que são contra, diria que se engajassem no debate para definir como utilizar os recursos disponibilizados pelo governo para auxiliar as comunidades indígenas e ribeirinhas do Pará e cuidar das questões sociais. O presidente citou ainda a importância econômica de Belo Monte. “A hidrelétrica vai gerar industrialização e empregos. Ao invés de exportar minério de ferro, vamos exportar produtos com valor agregado”.
A usina de Belo Monte será a segunda maior do Brasil e a terceira do mundo com capacidade instalada de geração de mais de 11 mil megawatts.

Notícia em www.g1.globo.com

 

Diário do Pará: 22/06/10

Manifestações marcarão chegada de Lula em Altamira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega hoje ao Pará e logo pela manhã será recebido em Altamira, sob protestos dos movimentos sociais e do grupo de indígenas que prometem radicalizar a manifestação contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte.
Às 5h de ontem, centenas de representantes de entidades da região do Xingu, interditaram a BR-230, mais conhecida como Rodovia Transamazônica, no trecho entre Altamira e Vitória do Xingu, os dois municípios que serão mais atingidos pela obra da usina, planejada para gerar 11.233 MW de energia em potência máxima.
Os manifestantes protestaram contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte e a demora do governo federal em asfaltar a rodovia, que já completou 30 anos, mas a maior parte continua sem pavimentação. Apesar de impedir o tráfego dos veículos na rodovia, a manifestação foi pacífica e houve vários momentos em que os manifestantes aceitaram desobstruir o local para que veículos como ônibus, carretas e carros particulares pudessem passar, principalmente por causa de doentes que precisavam ser transportados para o hospital de Altamira.

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Diario de la marina ( November 15, 1959 )



DISCOS NACIONAIS PARA BAIXAR 2016

Downloads Por Ary Marmo dezembro 15, 2016 84351 35 COMPARTILHAR:

Ficamos ausentes por um tempo, mas de ouvidos e olhos bem atentos ao que estava/está sendo produzindo pelo Brasil a fora. E podemos afirmar com todas as letras, tem muita coisa boa!

Como fazemos há algum tempinho (confira 2013 , 2014 e 2015 ), o Som do Som traz uma lista, que ficará aberta até o fim do ano, com os lançamentos nacionais disponíveis para download gratuito em 2016. Só nessa primeira leva que separamos já da pra notar que não é pouca coisa não, ainda bem! Temos artistas que já circulam em grandes palcos e outros que estão iniciando a sua caminhada. Do Rock ao Funk, a cena nacional independente continua bem viva!

Baixe e conheça o som que vem sendo produzido no Brasil, mas não deixe de ir aos shows e, se possível, compre os discos físicos. Desta forma estará incentivando os artistas para que continuem fazendo trabalhos de qualidade.

ATUALIZADO – 15/12

Marcelo Perdido – Bicho

 

 

 

 

 

 

 

O cantor e compositor Marcelo Perdido segue com a sua proposta de lançar um disco para cada estação do ano, depois de Lenhador (outono) e Inverno, ele estreia Bicho representando a primavera. Produzido por Filipe Sambado, um dos grande nome da nova música Portuguesa, o álbum traz 10 canções que misturam folk com tropicalismo. As letras falam de uma época politicamente dura e a necessidade de apesar de tudo florescer, além de trazer algumas referências a Portugal, onde o músico reside. Vale ressaltar a capa inspirada no clássico dos Secos e Molhados.

Gênero: Folk/ Tropicalismo

Link: http://www.marceloperdido.net/home/

NavesHarris – Immaculate Sinners / Sleep

 

 

 

 

 

 

 

A música é feita de encontros, que as vezes rendem grandes momentos. O projeto do cantor e compositor Jair Naves em parceria com a americana Britt Harris, intitulado NavesHarris, é um deles. O duo acabou de lançar o seu segundo EP, com duas belas faixas, a popImmaculate Sinnerse a folk “Sleep”, além de um remix de “Immaculate Sinners”, feita pelo trio de hip-hop alternativo Baespflüg, de Portland (Oregon), como faixa bônus. Fica a expectativa para um disco completo deste projeto que deu liga.

Gênero: Pop/Folk

Link: https://navesharris.bandcamp.com/album/immaculate-sinners-sleep

IFÁ – Ijexá Funk Afrobeat

 

 

 

 

 

 

 

Ijexá Funk Afrobeat é o primeiro álbum do super grupo baiano, que recentemente concedeu entrevista ao Som do Som . Sua estreia traz nove músicas inéditas – elaboradas a partir das memórias de uma luta social – que celebram e reverenciam a musicalidade afro-brasileira. Contemplado pelo Edital Natura Musical 2015, o disco conta com as participações do maestro Letieres Leite (Orquestra Rumpillez), na faixa composta pelo músico, “Quintessência, Gabi Guedes, Roberto Barreto (Baiana System),  Junix e do trompetista Guiga Scott.

Gênero:

Link:  http://www.audiomack.com/album/if-afrobeat/ijex-funk-frbet

Paula Cavalciuk – Morte & Vida

 

 

 

 

 

 

 

Quem acompanha o Som do Som já conhece o trabalho da Paula Cavalciuk. A sorocabana vem chamando atenção pelo seu talento vocal e como compositora desde o seu ótimo EP Mapeia (2015). Tão bom quanto o compacto, Morte & Vida é o seu primeiro disco cheio e nele, ela aposta novamente em canções com temáticas atuais, criticas e amorosas, com uma sonoridade que vai do Pop ao carimbó.

Gênero: Pop

Link: http://www.paulacavalciuk.com.br/

Bruno Capinan – Divina Graça

 

 

 

 

 

 

 

Gravado no Canadá, onde reside, o novo álbum do cantor e compositor baiano Bruno Capinan é uma exaltação a cultura afro-brasileira e o movimento LGBT. O sucessor de Tudo Está Dito (2014), produzido por Domenico Lancellotti e coproduzido por Bem Gil, traz 12 canções autorais sobre o amor, cheias de brasilidade, baianidade e leveza.

Gênero: MPB

Link:  http://www.brunocapinan.com.br/albums

Cesar Lacerda e Romulo Fróes – o meu nome é qualquer um

 

 

 

 

 

 

 

A união de dois destaques da música contemporânea brasileira não poderia render outra coisa senão música de qualidade. Os cantores e compositores Cesar Lacerda e Romulo Fróes lançaram um disco em conjunto, intitulado o meu nome é qualquer um. Nesse belo projeto, os músicos apresentam canções poéticas de cunho sexual, sensível, críticas e românticas. Crônicas do cotidiano em uma grande cidade.

Gênero: MPB

Link:  http://bit.ly/LacerdaFroes

Douglas Germano – Golpe de Vista

 

 

 

 

 

 

 

Letrista de mão cheia, Douglas Germano já teve suas canções gravadas por vários nomes da música brasileira como Elza Soares, Fundo de Quintal, Metá Metá, Juçara Marçal, entre outros. Não por acaso, em 2016 ganhou o Prêmio Multishow na categoria Música do Ano por sua “Maria de Vila Matilde”. Com a mesma canção foi indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor música em língua portuguesa. A faixa faz parte do seu terceiro disco, Golpe de Vista, que traz onze grandes sambas atuais.

Gênero: Samba

Link: http://douglasgermano.com.br/discos/

Djalma Não Entende de Política – Apesar da Crise

 

 

 

 

 

 

 

Com irreverência e malemolência, a banda Djalma Não Entende de Política chega chegando para dar a sua receita de como enfrentar a crise. Através de letras bem-humoradas e criticas, embaladas por uma salada tropical de ritmos que passa pelo samba, cumbia, axé, frevo e rock, os mineiros apresentam o seu novo trabalho, que teve o apoio de fãs e admiradores para ser lançado.

Gênero: Tropical

Link: https://djalmanaoentendedepolitica.com/2016/10/26/apesar-da-crise-2/

Alvaro Lancellotti – Canto de Marajó

 

 

 

 

 

 

Quatro anos depois de fazer a sua estreia em carreira solo com O Tempo faz a gente ter esses encantos (Que título!), o cantor e compositor Alvaro Lancellotti chega com o belo Canto do Marajó. Com letras pessoais e uma sonoridade contemporânea, definida por ele como “Macumba Romântica”, nesse novo álbum o músico pede a benção ao mar e toda a mística que ele envolve. A produção é assinada coletivamente por ele, Adriano Sampaio (percussões), Daniel Medeiros (baixo) e Pedro Costa (violões e guitarra), com mixagem de Mario Caldato Jr.

Gênero: MPB

Link: http://www.alvarolancellotti.com/download

O Mar Cobrindo O Sol – Não O Suficiente

 

 

 

 

 

 

 

O mais novo trabalho do incansável Breno Freire, jovem artista natural de Vitória da Conquista – BA e que usa a alcunha O Mar Cobrindo o Sol – um de seus mais de dez projetos -, traz o melhor do shoegaze transportando o mundo do post-rock, com influências claras de Explosions in the Sky e Mogwai e ecoando em bandas nacionais, como os goianos do Violin.

Gênero: shoegaze

Link: https://salitrerecords.bandcamp.com/releases

Filtra – O Mundo

 

 

 

 

 

 

 

Continuando o amadurecimento paciente sentido no EP Supremo (2015), O Mundo traz uma linguagem mais universal para a Filtra, que tem no seu nome a ideia de absorver múltiplas influências e transformar em música. Agora eles agregam desde ritmos latinos (“70”) até toques amazônicos (faixa-título). A banda carioca é formada por Fellipe Mesquita, Saulo Limeira, Gustavo Muniz e Mateus Nagem.

Gênero: Rock

Link: https://filtra.bandcamp.com/album/o-mundo

Matheus Torreão & Exército de Bebês – Compacto

 

 

 

 

 

 

 

Vocalista da banda pernambucana Caravana do Delírio, Matheus Torreão está nos preparativos para lançar o seu disco solo, mas enquanto ele não vem, o músico soltou na web um compacto com duas ótimas prévias do que está por vir. Para acompanhar nessa nova empreitada, Torrerão convidou os cariocas do Exército de Bebês.

Gênero:

Link:  http://bit.ly/MatheusTorres

Rapha Oliveira – O Mundo lá Fora

 

 

 

 

 

 

 

“O mundo lá fora” de cada um também tem amor e muito, mas também tem desilusão, é o que canta o apaixonado carioca Rapha Oliveira em seu primeiro disco. Autoral e confessional, o álbum começa com o pé no samba em “Ilusão (Prelúdio)”, passa pelo pop e termina pra cima misturando os dois gêneros em “Preta”. As participações de Milton Guedes e Thaís Macedo dão um toque a mais na sua estreia.

Gênero: Samba/ Pop

Link: http://bit.ly/RaphaOliveira

Laia Gaiatta – Vaia

 

 

 

 

 

 

 

Vaia é o primeiro EP do trio soteropolitano Laia Gaiatta. O trabalho é um retrato do que foi desenvolvido em três anos de grupo. Muito laboratório, pesquisa, troca de referências, os arranjos foram se construindo lentamente assim como a forma de tocá-los.

Gênero: Blues-rock

Link: https://laiagaiatta.bandcamp.com/album/vaia-ep

E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante – Medo de Morrer l Medo de Tentar

 

 

 

 

 

 

 

E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante é uma banda de São Paulo, formada por Lucas Theodoro, Luden Viana, Luccas Villela e Rafael Jonke, que vem chamando atenção, principalmente depois do lançamento o ultimo trabalho, Vazio (2014). Em 2016 o grupo, gravou um EP com apenas duas faixas, que dão o nome do compacto. O quarteto tem como base o post-­rock, mas que também se mistura com elementos de punk e música independente dos anos 90.

Gênero: Post-rock

Link:  http://bit.ly/2hm9cj2

Camões – Anilina

 

 

 

 

 

 

 

A vocação pela experimentação fez o cantor e compositor Paulo Camões, ou simplesmente Camões, se aventurar na produção de seu novo EP pela primeira vez. Anilina traz quatro faixas com batidas eletrônicas, pop e ainda toques de bossa nova. Assim como em “Jorge” cantada por Luiza Nigri, em “Web”, Amber Waltz assume os vocais.

Gênero: Pop

Link: https://camoes.bandcamp.com/album/a-i-l-i-a

Gilber T – Contradições

 

 

 

 

 

 

 

Figura tradicional da cena musical do Rio de Janeiro, além deste ano ter virado personagem de livro – Brodagens , de Pedro de Luna – o gonçalense Gilber T lançou o seu terceiro disco, intitulado Contradições. No novo álbum, produzido por Bruno Marcus, o músico explora o soul, funk, rap, hip hop e o rock presentes em 10 faixas costuradas por 26 participações especiais, que vão desde Gerson King Combo, Elisio Freitas, Nervoso, De Leve, o rapper francês Pyroman, Felappi, Laura Karoo, Kid Mumu, Leo Zulluh, entre outros.

Gênero:

Link: https://gilber-t.bandcamp.com/

Comanches – Sambas Elétricos

 

 

 

 

 

 

 

No gingado e na cadência dos mestres da malandragem e do sambalanço moderno, a banda carioca Comaches apresenta o seu primeiro disco, Sambas Elétricos. O trabalho traz 10 canções autorais que refletem a experiência musical dos cinco integrantes – Sérgio Pascolato, Robson Riva, Pedro Selector, Sandro Lustosa e Francisco Sartori. Além de samba, batucada, Jazz, Rock estão presentes na ótima estreia  co-produzida por Leandro Dias.

Gênero: Samba

Link: https://comanchesbanda.bandcamp.com/releases

Terno Rei – Essa Noite Bateu como um Sonho

 

 

 

 

 

 

 

Um dos destaques da cena independente, Terno Rei vem aos poucos conquistando o seu espaço, não é à toa que se apresentaram no festival Primavera Sound, um dos mais importantes da Espanha. A banda relativamente nova, cinco anos de carreira, lançou o seu segundo disco, Essa Noite Bateu como um Sonho, unindo referências do Rock alternativo a uma sonoridade minimalista. O álbum é um lançamento da Balaclava Records em parceria com Azul de Tróia.

Gênero: Rock

Link: https://azuldetroia.bandcamp.com/album/essa-noite-bateu-com-um-sonho

Zé Vito & Os Lúpulos – Espelho

 

 

 

 

 

 

 

Natural de Ribeirão Preto, radicado no Rio de Janeiro, Zé Vito retorna às suas origens musicais por meio de Espelho; e coloca o violão em posição de destaque. O álbum traz nove canções pessoais que detalham uma variedade de sentimentos, da cadela de estimação à saudade do mar, passando pelo desejo de paz e o encontro de um grande amor.

Gênero: Folk

Link: http://www.zevito.com.br/

Quasar – Enquanto o Futuro Não Vem

 

 

 

 

 

 

 

Enquanto o Futuro Não Vem é a primeira experiência da banda compondo, gravando e mixando. Cheio de dilemas, complexidades e confusões tanto nas letras como na sonoridade, que mistura rock com lo-fi e psicodélico. O disco é um lançamento do selo independente Banana Records.

Gênero:

Link: https://quasarquasar.bandcamp.com/releases

Mirantes – Ligamento

 

 

 

 

 

 

 

Mirantes é um trio formado em 2015 por Rafael Alves, Desirée Marantes e Leandro Anami, que busca construir músicas que levem o ouvinte a um lugar de observação e contemplação de cenas criadas com versos e instrumentos. Integrantes do selo Hérnia de Discos, eles acabam de lançar seu primeiro registro, um EP intitulado Ligamento.

Gênero: Indie Folk

Link: https://mirantes3.bandcamp.com/releases

Comodoro – Livre

 

 

 

 

 

 

 

A banda Comodoro vem invadindo os palcos, feiras e praças do Rio de Janeiro, levando o seu som brasileiríssimo, tropical e ensolarado a conhecimento de todos. E vale a pena conhecer! O sexteto carioca – Fred Rocha, Roberto Carneiro, Saulo Arctep, Thiago Garcia, Luiz Felipe Caetano  e Mateus Nagem – lançou o seu primeiro EP, intitulado Livre, com cinco faixas com sonoridades bem diferentes, transitando pelo rock, baião, samba, entre outros ritmos.

Gênero:

Link: https://comodorolivre.bandcamp.com/

DAN – Amber

 

 

 

 

 

 

 

Com canções leves e influência acústica, DAN usa a música para contar histórias sobre relacionamentos. Entre versos intimistas, ele apresenta as fases de uma relação amorosa: o encantamento inicial, a paixão e o amadurecimento, narrando ao longo das faixas a aventura de pessoas jovens que ainda não sabem tão bem o que querem.

Gênero: Indie Pop

Link: https://musicdan.bandcamp.com/album/amber

Laura Wrona – Cosmocolmeia

 

 

 

 

 

 

 

Depois do EP RH Volcano, lançado há quatro anos, a cantora e compositora Laura Wrona chega com o seu primeiro álbum, Cosmocolmeia. O título, que da o nome a faixa que abre o disco, não é por acaso, obcecada pelo universo das abelhas, a artista tirou de lá a inspiração poética para a sua estreia. Produzido por Thiago Nassif, o registro conta com nove canções embaladas por uma levada eletrônica e participações especiais de Guilherme Kastrup, Edgard Scandurra,  Juliana Perdigão, entre outros.

Gênero: Pop

Link: http://www.laurawrona.com/

Bruno Perez – Diante do Espelho

 

 

 

 

 

 

 

Músico de Volta Redonda, cidade do Rio de Janeiro, Bruno Perez lança o EP Diante do Espelho, nome da faixa que abre o compacto, que assim como as outras cinco canções tem o amor como temática. As influências variadas garantem ao projeto uma pluralidade rítmica passando pelo tradicional pop rock, jazz, MPB, que se misturam de forma homogênea a poesias carregadas de sentimentos.

Gênero: MPB

Link:  http://bit.ly/BrunoPerez

Pelos – Paraíso Perdido nos Bolsos

 

 

 

 

 

 

 

O álbum, produzido pela própria banda e o músico Fabrício Galvani, se caracteriza por uma liberdade criativa maior em relação aos trabalhos anteriores, que, apesar de ser um grupo de rock flerta com outras sonoridades como o soul e o afrobeat, também explora temáticas diversas nas letras, indo da política às relações pessoais. A banda mineira é composta por Robert Frank, Kim Gomes, Heberte Almeida, Joymar BCastro e Mamede.

Gênero: Rock

Link: https://pelos.bandcamp.com/album/para-so-perdido-nos-bolsos

Daniel Ayres – Falantes

 

 

 

 

 

 

 

Integrante da banda Palavra Cantada, o cantor e compositor Daniel Ayres apresenta o seu segundo disco solo 10 anos depois de lançar Desvenda-se. Apesar de fazer parte de um projeto infantil, este álbum não é voltado para crianças, nele o músico versa sobre os dilemas da vida, o amor, criticas a sociedade e até uma homenagem a cidade de São Paulo.

Gênero:  Rock/Pop/MPB

Link: https://danielayres.bandcamp.com/album/falantes

Rios Voadores – Rios Voadores

 

 

 

 

 

 

 

Influências múltiplas dos anos sessenta e setenta compõem o trabalho autoral desta banda de Brasília que mistura o rock’n’roll e o blues à descontração tropicalista. O grupo, formado há 5 anos, mostra em seu trabalho composições dos seus integrantes Gaivota Naves, Marcelo Moura, Tarso Jones, Hélio Miranda  e Beto Ramos.

Gênero: Rock

Link: https://riosvoadores.bandcamp.com/album/rios-voadores-2

Fabio de Carvalho – Sonho de Cachorro

 

 

 

 

 

 

 

Membro do coletivo artístico mineiro  Geração Perdida  – composto por músicos, poetas e artistas visuais – Fábio de Carvalho lançou o seu novo EP, Sonho de Cachorro. Melancólico e experimental, o EP tem cinco faixas autorais e traz as participações de Sentidor, em “Ver e Ser Visto” e de Sara Não Tem Nome, em “Deusa do Mar”. A produção é assinada por Fernando Bones (Aldan).

Gênero: Experimental

Link: https://fabiodecarvalho.bandcamp.com/releases

Graxa – Canções de Protesto

 

 

 

 

 

 

 

O cantor e compositor recifense Angelo Souza, o homem por trás do projeto Graxa, lança o seu terceiro disco, Canções de Protesto. Como o nome bem diz, as faixas compostas pelo próprio músico fazem criticas a certas atitudes da sociedade e aos protestos que ocorreram no país. O som transita pelo Folk e MPB.

Gênero: Folk/MPB

Link: https://graxa.bandcamp.com/album/can-es-de-protesto

Pântano – Vermelho

 

 

 

 

 

 

 

Depois de lançarem no ano passado o EP de estreia homônimo, o quarteto recifense – formado por Victor Serak, Gustavo Perylo, Diego Dornelles e Daniel Barreto – apresenta o seu segundo compacto, Vermelho. Influenciados por bandas como Crosby, Stills & Nash, Mutantes e Thin Lizzy, Pântano volta aos anos 70 em sua sonoridade.

Gênero: Rock

Link: https://pantanopantanopantano.bandcamp.com/album/ep-vermelho

Emicaeli – Pops

 

 

 

 

 

 

 

“PoPs é um disco nada linear, stoner, no-wave, psicodelia ou algo no meio disso tudo. 15 minutos de improbabilidades. Emicaeli foi formado no colégio, em 1996. São outros quatros trabalhos lançados desde então e turnês gringas. 20 anos sendo a banda mais desconhecida de SP, um anti-orgulho conquistado com muitos shows pelos submundos e nenhuma exposição. As artes de capa e contracapa são de Mark Shippy, guitarrista de bandas como US Maple, Shorty, Invisible Things, Miracle Condition e Secret Means of Escape. PoPs é a distopia”.

Gênero: Rock/ Grunge

Link:  http://bit.ly/Emicaeli

Quarup – Quarup

 

 

 

 

 

 

 

“Um som brasileiro, mas cheio de influência gringa”. É desta forma que a banda paulista Quarup define a sonoridade do seu disco de estreia, que traz influencias que passam por Clube da Esquina, Mutantes e Fleet Floxes. Masterizado por Arhtur Jolly (Mahmed, Céu, Elza Soares) e lançado pelo selo Mono.Tune Records, o álbum tem 13 faixas, “Estrela da Manhã” conta com a participação especial de Ná Ozzetti.

Gênero:

Link: https://quarup.bandcamp.com/album/quarup

Bruna Mendez – O Mesmo Mar Que Nega a Terra Cede à Sua Calma

 

 

 

 

 

 

 

Uma das belas surpresas do ano na música popular brasileira, O Mesmo Mar Que Nega a Terra Cede à Sua Calma é o primeiro disco da goiana Bruna Mendez. Dotado de uma simplicidade e leveza, o álbum, que tem a produção do músico Adriano Cintra, revela em 11 canções um tom pessoal e orgânico.

Gênero: MPB

Link: https://brunamendez.bandcamp.com/releases

Brvnks – Lanches

 

 

 

 

 

 

 

Brvnks, ou simplesmente Bruna Guimarães, é uma banda de uma menina só. Com 20 anos, a goiana vem chamando a atenção na cena independente nacional por conta do seu EP Lanches, lançado no primeiro semestre de 2016. Um indie rock ensolarado com quatro divertidas faixas em inglês, que da vontade de escutar mais. O disco cheio dela promete.

Gênero: Indie Rock

Link: https://brvnks.bandcamp.com/releases

Maraú – Maraú

 

 

 

 

 

 

 

Duo paraense, formado pelos músicos Mateus Paes e Mateus Estrela, Maraú faz a estreia do seu primeiro disco homônimo. Com 10 faixas, todas de autoria da dupla, o álbum -gravado, mixado e masterizado por Estrela – aponta para a MPB e acerta pelo belo conjunto. Um bom nome para ficar de olho!

Gênero: MPB

Link: https://marauduo.bandcamp.com/releases